OLIMPÍADAS 2020 - Ketelyn e Yudy ficam pelo caminho nos Jogos olímpicos de Tóquio:

Na madrugada de hoje (27), O Brasil esteve no tatame do Nippon Budokan com os meio-médios, Ketleyn Quadros e Eduardo Yudy Santos. A veterana e dona da primeira medalha brasileira de uma mulher nos esportes individuais nos Jogos Olímpicos e o estreante não conquistaram medalhas, mas fizeram boas apresentações.

-81kg:

Eduardo Yudy enfrentou o campeão mundial, Sagi Muki (ISR) e foi derrotado no segundo quarto do combate por um ippon na primeira rodada.

Eduardo Yudy Santos

foto - Miriam Jeske/COB

"Infelizmente não consegui fazer o que eu queria fazer. Deixei muito ele fazer o jogo dele, na verdade. Eu estava muito preocupado com o jogo dele e acabei ficando muito defensivo”, explicou o brasileiro ao deixar o tatame em sua primeira participação olímpica. “Só tenho que agradecer mesmo. Fico muito feliz com essa jornada para chegar aqui, mas na questão de resultado, de competição, tenho muitas coisas para corrigir. Primeiro, preciso errar menos. Meu ataque é forte. Então, tenho que colocar o adversário para se preocupar. Depois a parte física. Viemos num ritmo de competição muito forte e ficou um pouco difícil na questão de periodização. Estou triste pelo resultado, mas sou grato por tudo que aconteceu comigo até chegar aqui”.

Yudy é filho de pais brasileiros, mas nasceu no Japão, em Ibaraki. Lutar em Tóquio, portanto, representando o Brasil, teve um gosto especial para o atleta do Esporte Clube Pinheiros.

O título da categoria ficou no Japão, com Takanori Nagase que derrotou Saeid Mollaei (MGL).

Os terceiros colocados foram, Matthias Casse (BEL) e Shamil Borchashvili (AUT) que derrotaram, Tato Grigalashvili (GEO) e Dominic Ressel (GER).

-63kg:

Ketleyn Quadros retornou aos tatames olímpicos com uma vitória inusitada por fusen-gachi (ausência), após Cergia David (HON) ser hospitalizada na véspera da competição por problemas intestinais e não teve condições de lutar. Na segunda rodada, derrotou Ganchaik Bold (MGL) por dois wazaris em uma bela luta. Mas foi derrotada pela Catherine Beauchemin-Pinard (CAN) em uma luta de extrema dificuldade e tensão nas quartas de final. Ketleyn voltou para repescagem, mas infelizmente foi derrotada por Jul Franssen (HOL) e ficou com o 7° lugar nos Jogos Olímpicos de Tóquio.

Ketleyn x Franssen (NED) na repescagem.

foto - Miriam Jeske/COB

"Difícil avaliar o que faltou neste momento. Mas, o que me deixa contente é ter dado o meu melhor. Eu realmente me preparei muito. Os obstáculos enfrentados para estar aqui no período de pandemia e ainda assim ter os meus melhores resultados e vir para uma Olimpíada com condição de medalha me deixam feliz. Foi uma jornada gigantesca, de muitas conquistas e eu tenho muito orgulho da caminhada. Óbvio que a gente numa competição, se preparando durante anos, seria, pelo menos para finalizar com uma chave de ouro todo esse caminho em cima do pódio. O meu máximo não foi suficiente para estar em cima do pódio. Mas dei o melhor que podia e isso me deixa tranquila, em paz”, avaliou Ketleyn ao sair do tatame.

O gosto amargo de chegar tão próximo da medalha fez a brasileira deixar o tatame ainda avaliando seu futuro na seleção. Vivendo a melhor fase de sua vida esportiva aos 34 anos, quando questionada sobre a possibilidade de esticar a carreira até Paris, Ketleyn não descartou nenhuma opção.

“Porque não pensaria? A gente que é atleta de alto rendimento, pelo menos eu, eu não penso em fazer judô por hobby. Se eu continuar o caminho é esse, sempre buscar ser o melhor e estar dentro de uma Olimpíada com condição de medalha. Acredito que tudo pode acontecer”, disse.

O título da categoria ficou com a pentacampeã mundial e agora campeã olímpica, Clarisse Agbegnenou (FRA), na revanche da final de 2016 contra Tina Trstenjak (SLO).

Os bronzes foram para Catherine Beauchemin-Pinard (CAN) e Maria Centracchio (ITA) após derrotarem Anriquelis Barrios (VEN) e Jull Franssen (HOL).

Amanhã (27), os atletas da Sogipa, Rafael Macedo e Maria Portela estarão no tatame da Nippon Budokan às 23h (Brasília) e as finais a partir das 5h da manhã (Brasília).

com informações de: CBJ

Por Ernane Neves, da Shihan Intersports, em São Paulo


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